Voltamos às ruas para lutar e fazer ecoar nossas vozes.
Em meio à repressão e ao controle social, a Marcha da Maconha Guarulhos se levanta em defesa da saúde, do bem viver, dos direitos e da reparação de nossas comunidades. A maconha é a erva do povo, e seu potencial medicinal e terapêutico precisa chegar, sobretudo, às populações historicamente minorizadas.
O direito à moradia digna, onde todas as pessoas possam plantar sua erva, é também direito à saúde e ao bem viver. Ter um teto para cultivar maconha ainda está distante de ser realidade.
As Farmácias Vivas
Recolocar a maconha no lugar de direito é também disputar o imaginário público: menos estigma, mais cuidado, acesso e reparação.
Enquanto muitas pessoas estiverem sem um lar, o autocultivo não será possível. Porém, receber uma medicação fitocanabinoide através do SUS é uma possibilidade real e urgente.
Não podemos ignorar os efeitos da chamada guerra às drogas, que perpetua desigualdades e violências, sobretudo contra as populações negras, periféricas, faveladas, pessoas em situação de rua, pessoas egressas de comunidades terapêuticas e de hospitais psiquiátricos, pessoas que passaram pelo sistema prisional e a comunidade LGBTQIAPNB+.
Nossa luta é por essas vidas
Por pessoas estigmatizadas, silenciadas, perseguidas e mortas em nome de uma política que prioriza o controle em vez do cuidado.
A repressão que sofremos na cidade evidencia a hostilidade contra uma luta legítima: o direito fundamental de viver e de bem viver.
Lutar pela descriminalização é lutar por justiça social.
A Marcha da Maconha Guarulhos é suprapartidária e nasce da união entre movimentos sociais e sociedade civil organizada. Não representamos um partido ou coletivo específico, mas todas as pessoas que acreditam em um futuro no qual o direito de viver bem seja para todas, todos e todes.
É hora de trazer a maconha de volta às comunidades: como saúde, como respeito, como reparação.

